sexta-feira, 8 de novembro de 2013

LUBRIFICAÇÃO. UM TEMA QUE DEVE SER LEVADO A SÉRIO



A vida útil de seu equipamento depende dos combustíveis e lubrificantes usados.
Use somente óleo STIHL na proporção de 1:50, ou seja, um litro de óleo STIHL para 50 litros de gasolina comum.
Na falta do óleo STIHL sugerimos óleo 2 tempos na proporção de 1:25.
Corrente da Motosserra:
Use qualquer óleo 30, 40 ou 90, limpo, ou Castrol Magma PM, jamais use óleo queimado, diesel ou dois tempos
Conjunto de Engrenagens da Roçadeira:
A cada 50 horas coloque de 05 a 10gr de graxa para rolamentos.

OBS.: A DIFERENÇA ENTRE OS ÓLEOS E CONSEQUENTEMENTE ENTRE AS PROPORÇÕES DAS MISTURAS OCORRE DEVIDO A CLASSIFICAÇÃO E TECNOLOGIA DO ÓLEO. NO CASO DO ÓLEO DA STIHL COM PROPORÇÃO DE 50:1, EXPLICA-SE DEVIDO A COMPOSIÇÃO SINTÉTICA DO ÓLEO. NA OUTRA POSSIBILIDADE (25:1) TEMOS O ÓLEO MINERAL. OS ÓLEOS SINTÉTICOS POSSUEM QUALIDADE INFINITAMENTE SUPERIOR AO MINERAL. É UMA QUESTÃO DE TECNOLOGIA!!!

ÓLEO SINTÉTICO
São, ao contrário dos óleos minerais, produzidos artificialmente. Eles possuem, na maioria das vezes, um bom comportamento de viscosidade-temperatura com pouca tendência de coqueificação (processo pelo qual o carvão mineral, ao ser submetido a temperaturas elevadas na ausência de oxigênio, libera gases presentes em sua estrutura, originando um resíduo sólido poderoso e infusível, que é o coque. Este é um processo químico, na medida em que envolve quebra de moléculas) em temperaturas elevadas, baixo ponto de solidificação em baixas temperaturas, alta resistência contra temperatura e influências químicas. Quando falamos em óleos sintéticos temos de distinguir cinco tipos diferentes:
1. Hidrocarbonetos sintéticos
Entre os hidrocarbonetos sintéticos destacam-se hoje com maior importância de um lado os polialfaoleofinas (PAO) e os óleos hidrocraqueados. Estes óleos são fabricados a partir de óleos minerais, porém levam um processo de sintetização, o qual elimina os radicais livres e impurezas, deixando-os assim mais estável a oxidação. Também se consegue através desde processo um comportamento excelente em ralação viscosidade-temperatura. Estes hidrocarbonetos semi-sintéticos atingem IV (Índices de Viscosidade) até 150.
2. Poliolésteres
Para a fabricação de lubrificantes especiais, fluidos de freios, óleos hidráulicos e fluidos de corte os poli-alquileno-glicois, miscivel ou não miscivel em água tem hoje cada vez mais importância.
3. Diésteres
São ligações entre ácidos e alcoóis através da perda de água. Certos grupos formam óleos de ester que são usados para a lubrificação e, também, fabricação de graxas lubrificantes.Os diésteres estão hoje aplicados em grande escala em todas as turbinas da aviação civil por resistir melhor a altas e baixas temperaturas e rotações elevadíssimas. Dos óleos sintéticos eles têm o maior consumo mundial.
4. Óleos de silicone
Os silicones destacam-se pela altíssima resistência contra temperaturas baixas, altas e envelhecimento, como também pelo seu comportamento favorável quanto ao índice de viscosidade. Para a produção de lubrificantes destacam-se os Fenil-polisiloxanes e Methil-polisiloxanes. Grande importância tem os Fluorsilicones na elaboração de lubrificantes resistentes a influência de produtos químicos, tais como solventes, ácidos etc.
5. Poliésteres Perfluorados
Óleos de flúor- e fluorclorocarbonos tem uma estabilidade extraordinária contra influência química. Eles são quimicamente inertes, porém em temperaturas acima de 260°C eles tendem a craquear e liberar vapores tóxicos.

ÓLEOS MINERAIS

São usados como lubrificantes com uma adequada viscosidade, originados de petróleos crus  e beneficiados através de refinação. As propriedades e qualidades destes lubrificantes dependem da proveniência e da viscosidade do petróleo cru.
Quando falamos em óleos minerais temos de distinguir três tipos:

Óleo mineral de base parafínico

O nome Parafina, de origem Latim, indica que estas ligas químicas são relativamente estáveis e resistentes e não podem ser modificadas facilmente com influências químicas. Sendo assim as parafinas tendem a não oxidar em temperaturas ambientes ou  levemente elevadas. Nos lubrificantes eles são partes resistentes e preciosas, que não envelhecem ou somente oxidam de forma lenta. Contem em sua composição química hidrocarbonetos de parafina em maior proporção, demonstram uma densidade menor  e é menos sensível a alteração de viscosidade/temperatura. A grande desvantagem é seu comportamento em temperaturas baixas: as parafinas tendem a sedimentar-se.

Óleo mineral de base naftênico

Enquanto os hidrocarbonetos parafinicos formam em sua estrutura molecular correntes, os naftêncios formam em sua maioria ciclos. Os naftenicos em geral são usados, quando necessitamos produzir lubrificantes para baixas temperaturas. Desvantagem dos naftênicos é sua incompatibilidade com materiais sintéticos e elastômeros.

Óleo mineral de base misto

Para atender as características de lubrificantes conforme necessidade e campo de aplicação a maioria dos óleos minerais é misturada com base naftêncio ou parafínico em quantidades variados.




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